Condomínio e locações – Conheça seus problemas

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LANÇAMENTO DO LIVRO “PROBLEMAS EM CONDOMÍNIOS”

livroViver em condomínio implica se submeter a uma série de restrições e obrigações. E, devido aos diferentes perfis de moradores, é comum que ocorram desavenças entre vizinhos, discussões com funcionários e até brigas com síndicos.

Com o objetivo de auxiliar especialmente os gestores, o advogado especialista em Direito Imobiliário, Daphnis Citti de Lauro, acaba de lançar o livro “Problemas em condomínios” (editora Mundo Jurídico).

Daphnis compilou sua experiência de mais de 20 anos atuando com condomínios, através da CITTI Assessoria Imobiliária, para mostrar nesta obra de 280 páginas como lidar com esses conflitos cotidianos.

“Em matéria de condomínio, nunca é possível afirmar que já se viu tudo. Sempre surge algo novo, jamais visto e impensável. O condomínio é fonte inesgotável para a Psicologia e a Sociologia”, afirma o autor.

No livro, o advogado ressalta a importância do síndico. “Como representante legal do condomínio, ele precisa ter bom senso no dia a dia e também para tomar decisões importantes, inclusive com aplicação de multas ou propositura de ação judicial.”

Segundo Daphnis, são diversos os problemas existentes em condomínios, mas os mais comuns são inadimplência, barulho de vizinho e vagas de garagem. Estes e outros assuntos são abordados com detalhes na obra recém-lançada.

Ficha técnica:

Livro: Problemas em condomínios
Autor: Daphnis Citti de Lauro
Editora: Mundo Jurídico
ISBN: 978-85-8085-073-4
Formato: 14×21
Páginas: 280
Valor: R$ 48,00
À venda em www.editoramundojuridico.com.br

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CESSÃO DE CRÉDITOS DOS CONDOMÍNIOS

para o blog Quase todos os condomínios têm ações de cobrança de taxas condominiais. Elas são demoradas porque o Judiciário é lento e também porque surgem variáveis durante o processo, como a dificuldade de se encontrar o réu, o seu falecimento deixando inúmeros herdeiros ou, pior, quando não deixa herdeiros ou estes não abrem o inventário.

As taxas condominiais vão se vencendo, acumulando-se, ficando o condomínio com uma grande soma de dinheiro a receber sabe-se lá quando, e, por outro lado, tendo a necessidade de efetuar obras às vezes inadiáveis.

Lí outro dia na Internet, Revista Síndico, sobre securitização condominial que, segundo Alexandre Bastos, representante da Câmara Gestora de Títulos Públicos, é “um produto inovador que tem como objetivo adquirir os créditos condominiais em fase de cobrança judicial, onde o Fundo assume a responsabilidade pelo pagamento integral de todas as cotas a vencer. O que permite ao condomínio o imediato restabelecimento de seu fluxo financeiro, recebendo ainda os créditos acumulados (parcelas vencidas) no ato da cessão com uma taxa de desconto fixada de acordo com as características de cada processo”.

É muito interessante, mas é indiscutível que a decisão tem que passar por uma assembleia geral. E naturalmente aparece a pergunta sobre o quórum que, logicamente, tem que ser qualificado.

Nos processos judiciais de cobrança de taxas condominiais, quando o crédito é maior que o valor da avaliação, é possível ao condomínio – embora não sendo pessoa jurídica – requerer a adjudicação do imóvel, passando a ser seu proprietário.

Até um tempo atrás não se conseguia registrar nos registros de imóveis a carta de adjudicação, porque estes se recusavam, tendo em vista a inexistência de personalidade jurídica, mas depois começaram a aceitar, desde que houvesse decisão de assembleia geral especialmente convocada, com a aprovação unânime dos presentes a ela.

Note-se que o imóvel, passando a ser adjudicado pelo condomínio, passa a pertencer à massa condominial e, portanto, a todos os condôminos. Mas, tanto para adquirir ou para vender, o entendimento é que não é necessária a aprovação unânime dos condôminos, mas tão somente dos presentes à assembleia.

O mesmo raciocínio pode ser usado com relação ao crédito do condomínio referente às taxas condominiais, que é um crédito da massa e, portanto, de todos os condôminos. Para que seja feita a cessão, é necessário que seja convocada uma assembleia geral com este item na “Ordem do Dia” e a aprovação unânime dos presentes, inclusive quanto à taxa de desconto.

 

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